Descoberta em 1888, esta lápide, dedicada pela cidade de Aeminium ao «dileto príncipe Flávio Valério Constâncio, nascido para o bem e progresso da República, pio, feliz, invicto, augusto, pontífice máximo, com o poder tribunício, pai da pátria, procônsul», tem a maior importância para Coimbra.

Antes de mais, por ter confirmado documentalmente o seu nome romano; em segundo lugar, porque a data de 305-306, que os atributos do imperador estabelecem para a dedicatória, sugere que a grande benfeitoria concedida por Constâncio Cloro possa ter sido a construção da muralha.

De entre as hipóteses possíveis, esta é a mais plausível pela concordância da datação com os factos históricos conhecidos para a Lusitânia.